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Jornalistas profissionais e estudantes de jornalismo já podem inscrever matérias para concorrer à 19ª edição do Prêmio ABAG/RP de Jornalismo “José Hamilton Ribeiro”

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São cinco modalidades para a categoria Profissional e duas para a Categoria Jovem Talento. As inscrições são pelo site da ABAG/RP.

 

 

Jornalistas de todo Brasil já podem inscrever matérias até 1º de novembro. Na Categoria Profissional são cinco modalidades: Grande Reportagem/Especial, Jornal Impresso, Multiplataforma, Revista Impressa e TV. O prêmio para o vencedor em cada modalidade é de R$ 12.000,00.

O pré-requisito da Categoria Profissional, em todas as Modalidades, é que obrigatoriamente, o AGRO PAULISTA esteja na pauta, seja como tema principal, ou como parte do texto quando se tratar de pautas de abrangência nacional ou relacionadas a cadeias produtivas mais amplas.

Para os estudantes de jornalismo o prazo é o mesmo, porém o tema é livre. Eles concorrem em duas modalidades: Escrita e Vídeo/e ou Rádio. A premiação para os primeiros, segundos e terceiros colocados, em cada modalidade, é de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), R$ 4.000,00 (quatro mil reais) e R$ 3.000,00 (três mil reais), respectivamente.

O link para inscrição é:

https://www.abagrp.org.br/premio-abagrp-de-jornalismo-jose-hamilton-ribeiro

 

Ciclos de Palestras e Visitas 2026: conhecer para compreender, compreender para informar

 

 

Os Ciclos de Palestras e Visitas do Prêmio ABAG/RP de Jornalismo “José Hamilton Ribeiro” aproximam os futuros jornalistas do universo agro, abrindo espaço para aprendizado, troca de experiências e contato direto com um dos setores mais importantes da economia brasileira.

Para os estudantes, que muitas vezes têm pouco ou nenhum contato com o ambiente rural, os Ciclos representam oportunidades de compreender como o agronegócio está presente no cotidiano, tanto no campo quanto nas cidades. Afinal, no jornalismo, o agro é tema recorrente em praticamente todos os meios de comunicação e permeia diferentes editorias.

Neste ano a ABAG/RP preparou uma grande imersão no universo agro para os estudantes. Foram dois Ciclos que reuniram 70 alunos da UNESP Bauru, PUC Campinas, Unaerp e Barão de Mauá, de Ribeirão Preto, e FAM, Belas Artes, Mackenzie, e ECA USP, de São Paulo.

Na imersão pelo interior de São Paulo, a ciência foi o pano de fundo. Os estudantes conheceram diversas pesquisas, públicas e privadas, que ajudam o agro brasileiro a produzir mais e enfrentar desafios sociais, ambientais e econômicos.

Na Fazenda Experimental da Basf, em Santo Antônio de Posse, o principal tema foi como são desenvolvidos os defensivos agrícolas. Um processo que leva mais de dez anos entre pesquisa e autorização para a comercialização. Para se chegar a um único ingrediente ativo aprovado, mais de 100 mil moléculas são estudadas, e cerca de 250 milhões de euros investidos.

 

 

O uso de agroquímicos, a importância do uso correto e consciente, e a destinação correta das embalagens vazias vindas do campo foi outro tema que rendeu uma boa conversa. Outra conversa que rendeu com os estudantes foi como os agroquímicos são utilizados no campo dos produtos usados no campo.

No Museu do Campo Limpo, em Guariba, conheceram o sistema de logística reversa que transformou o Brasil em referência mundial. Hoje, quase 98% das embalagens de defensivos agrícolas são recicladas. Uma realidade que nenhum dos estudantes conhecia.

 

 

Na Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos, o papo começou pela agricultura espacial e terminou no campo com os tipos de solos da terra. Destaque a importância da preservação das áreas de pastagens, pois somando as pastagens naturais e as cultivadas, ocupa-se quase metade da superfície do planeta.

Já na Embrapa Instrumentação, em São Carlos, os futuros jornalistas mergulharam no universo da agricultura de precisão e descobriram como a tecnologia e as ciências exatas estão cada vez mais presentes no campo. Os estudantes foram os primeiros a conhecer um novo equipamento, ainda em fase de testes, capaz de medir de forma prática o carbono armazenado no solo, o que pode facilitar o cálculo para receber os créditos de carbono.

Na Embrapa Meio Ambiente, em Campinas, a conversa foi sobre as soluções geradas pela unidade para responder ao desafio, que também é uma grande oportunidade para o Brasil: aumentar a produção sem aumentar os impactos negativos ao meio ambiente.

A pergunta que marcou foi: a agricultura é um problema climático ou é a solução para o clima?

No IAC, Instituto Agronômico de Campinas, fundado em 1887 pelo Imperador D. Pedro II, um mergulho na história da primeira instituição de pesquisa agro do Brasil que ao longo de sua história vem lançando novas cultivares respondendo aos desafios do clima, doenças e produtividade.

São 104 espécies, e centenas de variedades, entre elas café, feijão, mandioca, cana, arroz, frutas, soja, tudo para garantir tanto a oferta de alimentos para a população, quanto matéria prima para a indústria.

No ITAL, Instituto de Tecnologia de Alimentos, com seus laboratórios, que são verdadeiras mini fábricas, os estudantes viram como a ciência é aplicada para a inovação em alimentos, bebidas, ingredientes e até embalagens.

O setor sucroenergético não podia ficar de fora dessa jornada, afinal é um dos mais importantes produtos da economia de São Paulo.

Em Sertãozinho, na Usina São Francisco, os estudantes conheceram a história do maior projeto de agricultura orgânica do mundo, o Cana Verde. Em Descalvado, na Usina Ipiranga, puderam acompanhar todo processamento da cana-de-açúcar, da extração do caldo, até a geração da energia que toca todas a operações da usina.

O leite, outro produto tão presente no dia a dia de todos, ganhou um gostinho especial depois da visita na Fazenda Colorado, em Araras.

Os estudantes conseguiram ver, sem caminhar muito, todo o caminho do leite, da ordenha ao envase, em uma operação que produz cerca de 100 mil litros por dia. Lá também descobriram o que é o leite A2, produzido por vacas geneticamente selecionadas para produzir apenas a proteína beta-caseína A2.

Em Guariba e em Santo Antônio de Posse, as palestras da Socicana, Coplana, Sicoob PRO e Veilling apresentaram aos futuros o associativismo e o cooperativismo, de produção e crédito, mostrando como produtores rurais crescerem juntos, compartilhando oportunidades, serviços e acesso ao crédito.

Nas cooperativas Coplana e Veilling Holambra, que congregam quase dois mil cooperados produzindo cana, amendoim e flores os estudantes conseguiram entender na prática o papel do cooperativismo para que os produtores consigam vender seus produtos pelos melhores preços, tenham acesso a mercados e contem com tecnologia de ponta, logística eficiente e práticas sustentáveis em todas as etapas da produção e comercialização.

ABAG/RP