Login

Membros do governo federal visitam indústria de saúde animal que quer produzir vacinas da Covid em Cravinhos, SP

Compartilhe

Encontro na Ourofino teve membros dos ministérios da Saúde, Agricultura e Ciência, Tecnologia e Inovação. Segundo sindicato nacional, setor tem capacidade para entregar 30 milhões de doses em 90 dias.

Segundo o Sindan, a Ourofino, em Cravinhos, SP, tem capacidade para converter planta fabril para vacinas da Covid — Foto: Valdinei Malaguti/EPTV

Membros dos ministérios da Saúde, Agricultura e Ciência, Tecnologia e Inovação visitaram, nesta quarta-feira (19), uma indústria de saúde animal em Cravinhos (SP) que quer produzir vacinas contra a Covid-19.

A informação foi divulgada a investidores e acionistas da Ourofino por meio de uma nota no site.

Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), essa e outras duas empresas, a Merck Sharp & Dohme, em Montes Claros (MG), e a Ceva Saúde Animal, em Juatuba (MG) têm capacidade de produzir 30 milhões de doses de imunizantes como a CoronaVac, que utiliza vírus inativado da Covid-19.

Em Cravinhos, a empresa conta com plantas de produções para vacina contra febre aftosa e outros imunizantes biológicos para uso veterinário.

Porém, a empresa disse que ainda faltam questões regulatórias sobre a produção de imunizantes contra o coronavírus, como transferência de tecnologia e ingrediente farmacológico ativo (IFA).

Segundo a Ourofino, na sexta-feira (21) está marcada uma nova visita às instalações da empresa. Devem comparecer à unidade autoridades governamentais e órgãos regulatórios.

“Oportunidade em que poderá ser discutido o potencial de eventual aproveitamento dessas instalações para a produção de vacinas contra a Covid-19”, informou a nota.

Em discussão

O assunto está em discussão no Senado desde o final de março. A iniciativa para a conversão das fábricas surgiu após contato do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Segundo o setor, há similaridades entre a produção de imunizantes para animais, como a vacina da febre aftosa aplicada no gado, e para o coronavírus.

Reuniões com representantes do Instituto Butantan foram realizadas para obtenção de informações sobre a cadeia produtiva.

De acordo com o sindicato nacional, o Brasil tem expertise e tecnologia para explorar o segmento.

 

Fonte: G1 Ribeirão Preto e Franca