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Uso das Terras

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Dos 851 milhões de hectares do território brasileiro, cerca de 66,3% ou 631.758.477 hectares estão cobertos por vegetação nativa.

Segundo a Embrapa Territorial, as áreas dedicadas à proteção e à preservação da vegetação nativa no Brasil equivalem a 28 países da Europa: Irlanda, Reino Unido, Portugal, Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Áustria, Itália, Holanda, Eslovênia, Dinamarca, Noruega, Suécia, Grécia, Bósnia e Herzegovina, Eslováquia, Eslovênia, República Tcheca, Polônia, Romênia, Bulgária, Chipre, Letônia, Lituânia, Estônia e Finlândia.

Somente as áreas dedicadas à preservação da vegetação nativa nos imóveis rurais brasileiros equivalem a 10 países da Europa: Irlanda, Reino Unido, Portugal, Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Áustria e Itália.

 

Uso e ocupação de terras no Brasil Adaptado por ABAG/RP com base nas fontes: SFB, Embrapa, IBGE, MMA, FUNAI, DNIT, ANA, MPOG; 2016

Uso e ocupação de terras no Brasil

66,3%, do território são cobertos por vegetação nativa, sendo:

  • 10,4 % estão em Unidades de Conservação Integral (parques nacionais, estações ecológicas etc.);
  • 13,8% em Terras Indígenas Regularizadas (600);
  • 25,6% em áreas destinadas à preservação nas propriedades rurais;
  • 16,5% em terras devolutas e não cadastradas;

30,2% são ocupados pela agropecuária, sendo:

  • 7,8% para a produção de grãos, frutas, hortaliças, culturas perenes e florestas plantadas;
  • 21,2% são pastagens, sendo 8% nativas e 13,2% plantadas; e
  • 1,2% cobertos por florestas plantadas.

Infraestrutura e outros

3,5% do território brasileiro são de uso urbano, para moradias, lazer, infraestrutura e outros.

Fontes: SFB, Embrapa, IBGE, MMA, FUNAI, DNIT, ANA, MPOG; 2019

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NASA confirma a preservação no Brasil

NASA confirma a preservação no Brasil

A NASA, agência do Governo Federal dos Estados Unidos, responsável pela pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial, em conjunto com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) fez, durante duas décadas, um amplo levantamento com o mapeamento por satélite e cálculo das áreas cultivadas em todo planeta. As imagens de alta definição foram analisadas e minuciosamente estudadas por pesquisadores do Global Food Security Analysis, e comprovaram os dados divulgados pela Embrapa.

O estudo da NASA, publicado em novembro de 2017, demonstra que o Brasil protege e preserva a vegetação nativa em mais de 66% de seu território, e que a área cultivada é de 7,6%. O estudo demonstra ainda as áreas em produção em diversos países, como o Reino Unido, que cultiva 63,9% de seu território; a Alemanha, com 56,9%; a Dinamarca, com 76,8%; a Irlanda, com 74,7%; e os Países Baixos, com 66,2%, entre outros.

De acordo com o estudo, a área ocupada por lavouras no Planeta Terra é de 1,87 bilhão de hectares. Com população estimada em pouco mais de 7,6 bilhões, significa que cada hectare, em média, deveria alimentar 4 pessoas, mas tudo depende do que é cultivado e da produtividade alcançada.

Segundo Evaristo de Miranda, chefe-geral da Embrapa Territorial, os estudo da NASA validam os números divulgados pela Embrapa, e demonstram claramente que a agricultura no Brasil, além de eficiente, é muito importante para a preservação do meio ambiente. “Os europeus desmataram e exploraram intensamente o seu território. A Europa, sem a Rússia, detinha mais de 7% das florestas originais do planeta, e hoje tem apenas 0,1%. A maior parte dos países utiliza entre 20% e 30% do território com agricultura. Os da União Europeia usam entre 45% e 65%. Os Estados Unidos, 18,3%; a China, 17,7%; e a Índia, 60,5%”, explica Miranda.

O estudo da NASA aponta que as maiores áreas cultivadas estão na Índia, 179,8 milhões de hectares; nos Estados Unidos,167,8 milhões de hectares; na China,165,2 milhões de hectares; e na Rússia,155,8 milhões de hectares. Esses quatro países abrigam 36% da área cultivada no planeta. O Brasil ocupa o 5º lugar, seguido pelo Canadá, Argentina, Indonésia, Austrália e México. A área cultivada no Brasil é de 64,6 milhões de hectares, segundo o estudo.